segunda-feira, 2 de maio de 2011

dos nós na garganta

palmeiras 1 x 1 corinthians, pacaembu, 01/05/2011.

analisar futebol é um pouco mais difícil que analisar cinema, literatura, pintura ou qualquer outra coisa à sua volta. simplesmente, quando se analisa futebol entra em jogo um outro fator, um fator decisivo e importantíssimo chamado paixão. você pode ter paixões por livros ou filmes, você certamente tem paixões por pessoas, mas quando o assunto é o seu time favorito, ela é completamente diferente. mais arrebatadora. mais impulsiva. mais destrutiva.

é por isso que a grande maioria das pessoas normalmente é extremamente parcial quando o assunto envolve o seu time do coração. tenho muitos amigos desse jeito, meu pai é desse jeito. não importa se claramente houve o pênalti para o adversário, não importa se a expulsão foi justíssima, não importa se o jogador se jogou na área e mesmo assim o árbitro colaborou com a sua bandeira, sempre todos os lances tendem a ser vistos pela ótica do coração. e acaba sendo até mesmo difícil discutir o assunto com essas pessoas, porque elas realmente defendem o ponto de vista com unhas e dentes.

eu nunca me considerei uma dessas pessoas. posso tomar alguns exemplos, como o jogo entre real madrid x barcelona ocorrido na última semana. odeio mortalmente a primeira equipe pelas ligações clássicas com o fascismo enquanto não sinto absolutamente nada pela segunda. nem de bom, nem de ruim. apesar disso, digo que o time madrilenho foi sumariamente prejudicado pela expulsão de pepe, que não passou nem perto de atingir o lateral daniel alves. um erro que muda um jogo. um erro que decide um jogo. e um jogo de semi-final.

mais ainda, eu posso dizer que o palmeiras foi beneficiado contra o santo andré, no jogo de ida pela copa do brasil, com dois pênaltis inexistentes marcados a seu favor.

e é por isso que eu não acho nenhum absurdo vir aqui e tentar libertar o meu nó na garganta com o ocorrido na última tarde no pacaembu. o alviverde imponente dominava a partida, acuava o corinthians com um valdivia inspirado, via o gol apenas como questão de tempo. e então, o lance derradeiro.

interpretação simples: danilo dá um carrinho perigoso, imprudente, que normalmente não deveria ser dado. mas no chão e visando a bola, sem levantar os pés. ao mesmo tempo, liédson entra por cima, de sola, pisando no zagueiro palmeirense. a entrada do corinthiano foi, no mínimo, bastante pior. se você vê o lance de forma diferente, me desculpe, ou você é tendencioso ou o viu uma vez só e por um ângulo ruim.

a revolta vem do fundo do pulmão com gritos de ódio quando paulo césar de oliveira puxa o cartão vermelho apenas para danilo. eu esperava que fossem sair dois amarelos na jogada, um para cada jogador, mas o choque ao ver a cor mostrada de forma unilateral foi imenso. e ele foi libertado, mas se regenerou e permanece até o momento atual se reproduzindo dentro da garganta.

paulo césar de oliveira tem histórico em prejudicar o palmeiras. durante toda a semana, foi um assunto comum na torcida que isso aconteceria. não era questão de dúvida, era questão de certeza. talvez o lance não tivesse gerado tanta discórdia se tivesse sido apitado por outro juiz. talvez o grito de ódio não fosse tão intenso. mas o fato é que era ele. e era uma tragédia anunciada.

o que aconteceu depois, todos nós sabemos. como guerreiros, os palmeirenses permaneceram dominando a partida, sendo muito mais perigosos e incisivos que os adversários, criaram as melhores chances, marcaram seu gol, sofreram um empate por milímetros, lutaram de cabeça erguida. acabaram derrotados nos pênaltis, mas em uma derrota de orgulho.

e o pacaembu inteiro, em uma das cenas mais bonitas que já vi em todos esses anos acompanhando futebol, aplaudiu. aplaudiu porque sabia que ali estava um time que não se entregou mesmo jogando contra doze, que não se entregou mesmo depois da tragédia anunciada ser consumada.

era um time de futebol de verdade. e um time de futebol de verdade vestindo o nosso amado verde e branco. há quanto tempo não víamos isso?

essa derrota fica na memória não como quando simon anulou o gol de obina contra o fluminense, não como quando o mesmo simon marcou pênalti de cristian em júnior na libertadores, não como quando ubaldo aquino cometeu um dos maiores assaltos da história, não como quando esse mesmo paulo césar de oliveira validou um gol de mão de adriano numa outra semi-final de campeonato paulista. vamos lembrar, sim, do erro decisivo. mas vamos lembrar também da luta de um time vencedor.

de um time que realmente podemos chamar de alviverde imponente.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

da possibilidade de sonhar

just win, baby. commitment to excellence. nas paredes do oakland colliseum, essas frases servem como uma melancólica lembrança. não estão ali porque aquele é o espaço de um time temido por todos, de um campeão, de um elenco repleto de jogadores considerados os melhores em suas posições, mas sim para relembrar o passado distante no qual tudo isso acontecia. um espelho de outra época, faixas de onde alguém talvez possa tirar alguma força.

diz-se que os verdadeiros times grandes nunca morrem, sempre tem força pra ressurgir das cinzas. no nosso futebol, cansamos de ver exemplos disso, com gigantes sendo rebaixados e retornando depois à briga pelos títulos em seus lugares de direito. com o oakland raiders, a espera se torna a cada ano mais dolorosa e interminável. outrora carta marcada nos playoffs, vencedor de três superbowls entre o final dos anos 70 e início dos 80, agora se esforça para bater recordes negativos. são sete temporadas consecutivas com cinco vitórias ou menos, fato inédito na liga.

a cada temporada que se inicia, os torcedores tentam encontrar novos lugares para garimpar esperança. a primeira escolha no draft de 2007, o novo quarterback, o braço mais forte de todos, o salvador. pelo contrário, jamarcus russell falhou tremendamente com sua falta de comprometimento com a excelência e de vontade de vencer. sempre acima do peso, nunca estudou o jogo, preferia ir a las vegas torrar seu astronômico salário a ser uma figura de reconstrução de toda essa nação. cortado.

eternamente ligado aos rebeldes, aos marginais, aos revolucionários, os raiders surgiram como o sonho de um homem. antes de al davis, eram só um saco de pancadas perdido em um pequeno mercado. depois, conheceram as glórias. um visionário, mudando o jeito de um esporte. atitudes polêmicas, mudanças repentinas de cidade, a criação de toda uma cultura em prateado e preto. o ostracismo. a velhice.

talvez os raiders precisem simplesmente de um novo visionário à sua frente. talvez, não ter mais em seu principal jogador alguém que prefere comer o dia todo a treinar seja um grande avanço. no fundo, todos nós sabemos, essa é uma reconstrução muito lenta, mas que finalmente começa a ser feita antes da temporada 2010. um excelente draft, um novo quarterback capaz, dispensa de veteranos que há muito nada faziam, boas contratações. eles precisam, porém, dar o sangue. não adianta esperar que os letreiros apagados just win, baby possam ser, sozinhos, os mensageiros da vitória. não serão. eles estão ali apenas para que ninguém esqueça o que esse time já foi e, com isso, não desista.

aos poucos, as peças vão sendo colocadas em seus lugares. ninguém garante que essa não será a oitava temporada seguida com cinco vitórias ou menos, mas em todos esses anos anteriores, nunca se teve tantos motivos pra acreditar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

deuses e perdedores

eram esses dois personagens inicialmente tão similares que até se confundiam - vindos do mesmo lugar, se vestiam quase que com as mesmas roupas, falavam e gesticulavam com trejeitos típicos. se seres humanos fossem embalagens, ninguém saberia distinguir qual era qual. nem, provavelmente, haveria de fato uma diferença.

mas sempre vale dizer que seres humanos não são embalagens, pacotes descartáveis coloridos que se escolhe pela data de validade. seres humanos possuem capacidades, ambições, coração, alma, talento. e um dos personagens tinha todos esses requisitos de sobra, sobretudo o quinto, mais importante dentre de todos eles. alcançou sucesso por onde passou, conquistou o mundo. bandeiras tricolores e depois alvi-verdes tremulavam ao ouvir seu nome.

o outro personagem, de todos os requisitos, possuia apenas o coração. dizia-se que não era capaz de ter sucessos duradouros, que tinha curtíssimas fases de qualidade antes de se transformar em um medíocre, posteriormente um completo imprestável. peregrinava de região em região atrás de novos empregos, que acabavam aparecendo só para que a sina pudesse se repetir - repentina felicidade, meteórico ostracismo. novo fracasso. nova peregrinação.

em pouco tempo, os dois se tornaram incomparáveis. não eram nem sequer da mesma espécie. um pertencia aos deuses, o outro aos perdedores.

hoje, luiz felipe scolari fez seu sexto jogo em sua volta ao palmeiras. quatro derrotas e dois empates. um time apático - muito devido à falta de qualidade do elenco, diga-se, mas que absolutamente não reflete o que se espera de um comando que já foi outrora campeão do mundo.

já celso roth é praticamente campeão da américa. invicto desde que assumiu o internacional, caminha rumo a finalmente estampar uma glória concreta em sua carreira.

a vida é cheia de altos e baixos, e todos os dias estamos sujeitos a estarmos mal, caídos em uma cama sem perspectivas de como se levantar na manhã seguinte. esperando por um sol que nunca chegará, esperando por fatos que nunca acontecerão. uma imersão contínua, eterna.

mas o que realmente importa é o talento, a qualidade, o que você é de verdade nesse mundo. você pode ser um deus, um perdedor, qualquer outra coisa - e são muitas - entre esses dois patamares.

eu não acredito que luiz felipe scolari seja um deus, talvez acredite que celso roth seja um perdedor. mas acredito no talento, na qualidade, no coração do primeiro. e como em tantas fases em que nada dá certo na vida, isso tende a passar. scolari ainda voltará a ser scolari. e, provavelmente todos sabem, celso roth voltará a ser celso roth.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

o comandante, o mago e o gladiador

o rei irá voltar de seu castelo no fundo do mar. conduzirá a nação à vitória, à prosperidade, à felicidade eterna.

como também voltarão o comandante, o mago e o gladiador.

juntos, os dois últimos venceram sua mais recente batalha por estas terras. derrotaram os rivais, um com seus dribles, outro com sua garra. não trabalharam com o terceiro, um herói de uma época mais longínqua, quando esta bandeira verde e branca tremulava em hastes bem mais altas e o sol na terra do jardim suspenso brilhava com constância. todos emigraram. lutaram pela liberdade e pelas vitórias em outras localidades, vezes com sucesso, outras sem.

mas o conselho foi dado ao presidente após o prestígio e as alegrias se esvaírem, a fome por títulos e a peste da derrota se alastrarem - só se voltará às glórias se o passado for revivido. só serão contornados os males com a ajuda de antigos heróis. e então, ele foi buscá-los.

primeiro, veio um antigo artilheiro. matador que raramente falhava em seu objetivo e colecionava cabeças tamanha sua impiedade. dizia-se que seria o suficiente para vencer a guerra que acontecia e as linhas alviverdes dominavam. depois da festa e da esperança, veio o fracasso. derrotado e devastado, o povo culpou o artilheiro. decapitado, virou um mau exemplo. e as preces se voltaram para os próximos antigos ídolos.

eles chegaram. três de uma vez. o mago, o gladiador e o comandante. todos foram gloriosos. sobre esses seis ombros, se deposita toda a fé de uma nação.

o que o presidente e o povo parecem não entender é que sozinhos, perdidos em um exército de caolhos, pernetas e fracassados, esses três não podem fazer nenhum milagre. que, pelos lados do jardim suspenso, onde também há um arqueiro fantástico e mítico, todas as outras necessidades de combate são absolutamente desperdiçadas em personagens tristes, com a derrota no fundo da alma, com a incapacidade de guerrear com competência. o que não é compreendido é que o esforço feito pela volta do mago poderia ter resultado em mil guerreiros de qualidade e que poderiam colaborar muito mais com a causa que ele sozinho.

se o comandante, o mago e gladiador não venceram a guerra atual, também serão decapitados? caso isso aconteça, sobrará apenas uma esperança, o antigo maestro, hoje escondido em terras bizantinas.

torçamos pelo sucesso dos três retornos, mas torçamos principalmente para que a razão tome conta das mentes do presidente e do povo e que o exército seja todo estruturado, não deixando apenas o mago, o comandante, o gladiador e o mítico arqueiro à deriva entre tantos incapazes.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

um texto sobre paixões - uma introdução

ninguém escolhe suas paixões. elas simplesmente acontecem. quando você percebe, já não tem mais volta. está envolvido, preso, capturado por alguma coisa que é maior parte imaginação, menor parte realidade. muito da sua personalidade, das suas decisões e do seu caráter é derivado de como você se relaciona com elas. não estou falando de estar bem ou estar mal, de estar feliz ou estar triste, mas de o que está envolto nisso tudo, nas causas e consequências, nas entrelinhas existentes em cada olhar, em cada reação, em cada volta pra casa.

nunca tive muita sorte com as minhas paixões. o cinema e a literatura são caros e, como o que eu escolhi pra viver, dificilmente vão me dar muito conforto. as mulheres, apesar de alguns relacionamentos que por um tempo foram bem-sucedidos, nós sabemos que serão sempre passageiras e deixarão muitas marcas. as bebidas e os cigarros ainda vão acabar me matando. porém, a intenção aqui não é falar de nenhuma delas. é falar das paixões que não te abandonam. que estando no chão, afundadas, no seu estado mais deprimente, não te deixam dormir direito, mas você acordará pensando em como a recuperação pode acontecer, por quais meios, lembrando de hinos e de bandeiras, de fatos gloriosos do passado, de como você gritou e sorriu em outras situações e tem a pequena certeza que tudo se consertará - como eu disse lá em cima, paixões são mais imaginação que realidade.

estou aqui para falar de esportes. nada mais apropriado que começar falando de paixões. e, por mais que o esporte como um todo seja uma, todos sabemos que existem as horas, as cores e os símbolos pelos quais o coração realmente dispara e que te causam as mais diversas reações. todos sabemos que existem paixões dentro da paixão que são provavelmente as maiores que se conhecerá.

eu não faço idéia de quando me tornei palmeirense. nas primeiras lembranças que tenho da minha vida, o alviverde já está fundamentalmente presente - com três ou quatro anos, criando campeonatos imaginários de futebol nos quais o palmeiras sempre era campeão e goleava todos os adversários, vestindo uma camisa quase maior que eu, comemorando gols com meu pai me jogando pra cima. eu mal sabia que, no mundo real, um título não vinha há dezesseis anos.

mas o fato é que não cheguei a viver a época da fila, já que são poucas e quase irrisórias as lembranças antes do título paulista de 1993 e o início de uma era absolutamente gloriosa que me garantiu uma infância completamente feliz em relação à paixão principal. na escola, todos os desenhos ou redações eram sobre o palmeiras. campeão sempre, praticamente todos os anos, um motivo de imenso orgulho, interminável alegria de estufar o peito e dizer "eu sou palmeirense". seguimos a vida. eu não entendia muita coisa de táticas, de condições financeiras, de qualidade dos jogadores. quando você é criança, sabe que precisa gritar gol, tirar sarro dos adversários e comemorar os títulos.

é um pequeno mundo ilusório muito divertido, e ser criança palmeirense na década de 90 foi uma experiência fundamental de construção de caráter.

mas, mais ainda, foi ser um adolescente palmeirense nos anos 00. com o rebaixamento, com as lágrimas de cada derrota, de cada eliminação para os maiores rivais, da seca de títulos entaladas na garganta, com todas as indignações por cada erro de alexandre bocão, misso, rovílson, adriano chuva absolutamente exprimidas em gritos de repulsa. entender o que é amor de verdade quando você começa a se envolver com pessoas nesse sentido. o palmeiras era o amor inicial, onde tudo surgia. eu seria um homem mimado e ignorante que nunca entenderia como lidar com uma garota sem esse fracasso retumbante dos anos 00.

mas você aprende a ser paciente, a retribuir, a aceitar as poucas vitórias e a ser mais feliz com elas. sem, nunca, deixar a esperança de que os velhos tempos voltarão.

e as coisas se tornam piores ainda quando você nunca conheceu os velhos tempos. não diria piores, na verdade. talvez mais poéticas, mais retumbantes, mais irônicas.

como no dia que, conhecendo aquele esporte estranho que os norte-americanos tanto gostavam, vi um jogo no qual um dos times vestia um uniforme prateado e preto. não sabia a maioria das regras daquele esporte, nem nada sobre nenhum dos times, mas havia gente fantasiada de pirata nas arquibancadas, de outras coisas ainda mais absurdas e assustadoras, e além disso esse time tinha um nome muito legal - "raiders". nada disso seria minimamente suficiente para que eu me apaixonasse por ele. o que me pegou de verdade foi a raça absurda que os jogadores em campo demonstravam, a vontade de vencer o rival - que, explicavam os comentaristas, não eram vencidos há um bom número de confrontos - e como a torcida empurrava, enlouquecida, aquela esperança. os piratas gritavam pelos seus raiders, pelos seus ídolos vestidos de prateado e preto. e, obviamente, aquela partida foi perdida.

eu nunca vi o oakland raiders ter uma temporada vitoriosa. desde que acompanho futebol americano, ele sempre teve mais derrotas que vitórias, sendo algumas vezes absolutamente humilhantes. o quarterback durante anos foi um gordo preguiçoso incapaz de fazer qualquer lançamento com o mínimo de precisão. mesmo assim, eu aprendi jogo a jogo a adotar esse time prateado e preto como outra paixão, que nunca vencendo, nunca sendo glorioso no presente, tinha sim um passado recheado de títulos e conquistas, era fruto do sonho de um homem, um antigo visionário, de nunca se curvar às vontades de ninguém. e era motivo de imenso respeito por onde passava, mesmo com todas as suas tragédias internas.

a idealização é anterior ao conhecimento. é anterior à realidade. torcer para os raiders voltarem a um passado que eu nunca vi. uma sina de derrotas.

e por fim, o baseball. do time azul e branco de los angeles, o time de fernando valenzuela, de sandy koufax, de don drysdale, de tommy lasorda. o time de jackie robinson. e, mais uma vez, a estória se repete: um time que eu nunca vi vencer. talvez aqui seja até mais doloroso que no caso dos raiders, já que aparecem bons times quase sempre, a chegada até os playoffs é frequente - ou tem sido nos últimos anos, pelo menos - mas os títulos também insistem em não aparecer.

ter a esperança concreta talvez seja muito pior que não tê-la. isso vale para qualquer tipo de paixão.

e minha relação com os esportes sempre foi de perda. de derrota. de entendimento. de olhares de conformismo, reações exacerbadas, de expectativa. não sei o quanto isso me faz uma pessoa melhor ou não. provavelmente nada.

mas o fato é que a minha vida toda é carregada de todos esses sentimentos. e talvez, a vida de todo mundo.